Maria C. Ramos
Conheci Magó num final de semana, no qual, ela e Ana Clara deram uma oficina de JAM NA UEM em 2016.
Foi o meu primeiro contato com o CI e também com essas duas irmãs. Tive um apreço e carinho a primeira vista pela Magó, pois ela sempre foi bem estimada pelo meu amigo Níco, quem nos apresentou; também porque ela veio me cumprimentar com uma “vozinha de criança” cuja qual, sou adepta as pessoas mais íntimas à mim. Aquilo me conquistou! Eu estava diante de uma pessoa que preservava sua criança, coisa q eu venho e sigo buscando fazer desde que me lembro de lembrar. 💕
Aquele final de semana foi intenso pra mim! Havia um tanto de novidade em relação à dança que conheci. Descobri que podia dançar sem música e sem contar os passos, que a harmonia podia ser fluida e natural no improviso.
Eu lembro que gostava mais de ficar observando a Magó dançar com a Ana, do que eu mesma dançar com outras pessoas, já que era tudo tão novo, o toque, o contato físico com desconhecidos me deixava um tanto acanhada e desconfortável. No entanto, qualquer pessoa que dançasse com a Magó parecia uma excelsa bailarina, pela sintonia incrível que ela era capaz de desenvolver, ali mesmo no ato da dança, tão repentino e tão natural dela. Até mesmo com algumas pessoas que, assim como eu, estavam vivenciando ali o contato e improvisação pela primeira vez.
Foi então que eu percebi, a Magó era uma professora incrível, ela até me auxiliou a rolar nas costas dela, foi um momento muito divertido e mesmo acabando de conhecer ela senti que podia confiar nela esse movimento e também meu peso.
Era tudo calmo e sereno, me sentia muito leve perto dela e de alguma forma, o que mais me impressionou nela foi a maneira dela se harmonizar tão facilmente com qualquer pessoa e qualquer superfície.
Tudo era dança, movimento. A Magó se unia com momento – que tenho pra mim, o estado de improviso como algo muito elevado, graças a essa experiência maravilhosa.
A partir desse momento, conheci algumas pessoas do CI e comecei a participar de um LAB de CI na UDESC. Foi um dos momentos mais ricos pra mim, pude me conhecer mais e sempre me sentia um pouco curada após cada sessão de JAM.
Eu agradeço a Magó e a Ana por despertarem em mim esse contanto com o estado do improviso tão importante e tão raro. Isso mudou minha vida e meu jeito de me relacionar com as pessoas (uma imensa dificuldade q procuro vencer). Quando vi Magó e Ana dançando juntas, tamanho amor, tamanha harmonia eu senti muita vontade de ter uma amizade como a delas com meus irmãos. E hoje tenho.
Todas essas coisas me influenciam muito positivamente.
Sou eternamente grata e inspirada por essa mulher que mesmo em tão pouco tempo me ensinou e auxílio em tantos processos da minha vida, pelo seu jeito de ser simples, alegre e harmonioso.
Com imenso carinho e sempre uma boa lembrança de Magó e de Ana.
Por Maria C. Ramos
