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Ações e iniciativas

Praça Todos os Santos

Maringá

A praça todos os santos, fica em Maringá – PR, cidade natal de Magó, e é uma praça em sua homenagem. Lá, existem três obras de arte em sua homenagem, deixando assim uma praça viva em combate a violência de gênero.

Teatro reviver Magó

Artistas da cidade se reuniram e sugeriram a mudança do teatro REVIVER para teatro REVIVER MAGÓ. O vereador Onivaldo Barris então apresentou o projeto de lei e foi refeita a fachada do teatro com seu nome e seu rosto.

A obra de arte interativa Madeixas de Magó, concebida pelo artista plastico Paolo Ridolfi. Nas palavras do artista: “A obra, “Madeixas de Magó”, “surgiu toda de uma vez, num jorro, e partiu do meu desejo de conectar as pessoas ao universo da bailarina Maria Glória, essa figura emblemática, que tive o privilégio de conhecer. É como um rastro de luz deixado por ela enquanto dança, e também os seus cachinhos do cabelo.”

Para essa obra de arte, recebemos o apoio e financiamento da empresa Crivialli.

Como diretores comprometidos com ações que causem um impacto em mudanças de comportamento social, incluíram no rótulo do amaciante o “Disque denúncia 180”, em defesa das mulheres em situação de vulnerabilidade. Pequenas ações que alcançam o mundo!

Magó e a Crivialli

Maria Glória, com apenas 3 anos de idade, participou de uma campanha publicitária para estampar o amaciante “Soft Plus”. A imagem de uma garotinha sorridente ao lado de um gorila de pelúcia, ganhou as prateleiras dos mercados de quase todo o país e se mantém até hoje.

Sandra Cantagalli e João Cantagalli, proprietários da empresa Crivialli fabricantes da “Soft Plus”, ao saberem da homenagem da obra do artista Paolo Ridolfi em memória de Magó, a obra “Madeixas de Magó”, apoiaram como patrocinadores para que a obra fosse instalada ao lado do Teatro Reviver Magó.

Magó, o Feminino é Sagrado

A intervenção “Magó, o feminino é sagrado” é um trabalho feito por muitas mãos e foi motivado pela indignação em relação à violência contra as mulheres. O trabalho faz parte do projeto premiado no edital Aniceto Matti/2019 “A terra nos cura: ga vã eg hán ti”, voltado à valorização do sagrado feminino ancestral. As palavras Kaingang ga vã eg hán ti significam: a terra nos cura. A proponente do projeto, artista multimídia e professora no curso de Artes Visuais na UEM, Sheilla Souza idealizou o projeto sensibilizada com o feminicídio do qual a bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, conhecida como Magó, foi vitimada em janeiro de 2020. Sheilla e Tadeu dos Santos Kaingang, também professor no curso de artes Visuais na UEM e artista multimídia formam o coletivo Kókir, palavra Kaingang que significa fome.

A intervenção Magó, o feminino é sagrado foi instalada na Praça Todos os Santos, ao lado do Teatro Reviver Magó, sendo composta por uma estrutura em forma de chama, produzida com cimento, cerâmica, mosaico e plantas. A peça que compõe o centro da intervenção tem dois metros e setenta de altura por dois metros de largura. Ela apresenta, em uma das faces e nas laterais, o conjunto de mais de cem peças feitas em cerâmica pela comunidade maringaense, em uma ação realizada no dia 8 de março de 2020, dentro do evento “Magó presente” organizado pelo grupo Nenhuma a menos, com suporte da Feira de orgânicos de Maringá e Agriurbana. Na outra face a peça apresenta a imagem de uma fotografia da bailarina feita por seu pai, Maurício Borges.

A fotografia foi transferida para placas cerâmicas feitas com o apoio das artistas Isabel C. Bogoni, Aurilene A. da Cruz e Sheilla Souza. Em torno das peças em cerâmica, os artistas do coletivo Rosa dos Ventos: Denilson Marinho de Oliveira e Daniel Zeidan Marinho de Oliveira criaram composições em mosaico.

Na parte inferior da peça, o artista Tadeu dos Santos Kaingang elaborou uma composição em mosaico com réplicas de cerâmicas em forma de raízes, projetadas pelas indígenas Kaingang da Terra Indígena Apucaraninha (PR): Nyg Kuitá e Gilda Kuitá.

As réplicas foram criadas pelas artistas Alyni Sander e Sheilla Souza. As queimas e esmaltações das peças foram realizadas pelas ceramistas Isabel C. Bogoni, Aurilene A. da Cruz, Alyni Sander, Bety Azzolin e Sheilla Souza. Assinam o projeto paisagístico da intervenção a paisagista Ana Maria A. S. Lemes, Mario G. Felipe Alves, gerente do Viveiro Municipal de Maringá, o coletivo Kókir e Daisa Poltronieri.

A data da inauguração foi escolhida para o dia 26 de agosto de 2020 porque neste dia celebra-se o dia Internacional da Igualdade Feminina que marca a luta por direitos e espaços igualitários das mulheres na sociedade. Essa obra de arte, é por Magó, Daiane Girá Kaingang e todas as mulheres vítimas de violência. Também dedicada à Darcy Dias de Souza, co-fundadora do movimento Vez e Voz da mulher e fundadora da Associação indigenista – ASSINDI – Maringá.

Esse projeto foi produzido com verba de Incentivo a cultura Lei Municipal de Maringá número 10988/2019 – Prêmio Anicetto Matti.

Por Todas as Marias

Ainda em Maringá, foi criado no dia 26 de janeiro, dia do falecimento de Magó, a lei Por Todas as Marias em combate ao feminicídio no município. Desde que Magó se foi a família organiza nesta data, uma manifestação artística, politica e feminista e conta com o apoio da prefeitura de Maringá, da secretaria da Mulher de Maringá, da câmara dos vereadores e da procuradoria geral da mulher de Maringá, do grupo Baque Mulher Maringá, de artistas locais, da mídia que foi sempre muito atenciosa com a causa, e da comunidade local.

Ocupação DOM HELDER CÂMARA

A Ocupação DOM HELDER CÂMARA em Paiçandu, região de Maringá, que abriga cerca de 1.200 pessoas e é organizada pela Frente Nacional de Lutas – Campo e Cidade (FNL), é um símbolo de luta contra a violência de gênero. Em 2024, a ocupação inaugurou um de seus prédios com o nome de Maria Gloria Poltronieri Borges – Magó, firmando o compromisso com o combate a violência e homenageando uma mulher símbolo de luta. Marielle Franco, a vereadora do Rio de Janeiro que também foi vítima de feminicídio também foi homenageada em uma das torres da ocupação.

Mandaguari e Curitiba

Em Mandaguari, foi instituído o dia 25 de janeiro, como o dia Municipal em combate ao feminicídio em homenagem a Magó.

O bairro Fazendinha, em Curitiba, abriga um símbolo da luta contra o feminicídio. A vereadora, procuradora geral da mulher e médica ginecologista e médica legista do IML, Doutora Maria Leticia, criou essa lei para renomear e homenagear Magó na capital do estado do Paraná.

Localizado na avenida Frederico Lambertucci com a Rua Maria Quitéria, no bairro Fazendinha, o espaço foi revitalizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA).

No local, foram implantados bancos e calçamento, e plantadas árvores  frutíferas. No dia da inauguração, a família de Magó e a procuradora da Mulher plantaram três mudas de Ipê. Quem esteve presente também pode deixar sua mensagem, afixando pequenas plaquinhas nas árvores do logradouro. Também foram distribuídas cópias de uma carta de princípios sobre combate ao feminicídio.
Fonte:
https://www.brasildefatopr.com.br/2021/12/07/em-curitiba-jardinete-da-mago-e-inaugurado-como-simbolo-da-luta-contra-o-feminicidio

Bolonha - Itália

A associação Arterego (https://www.arterego.org/ adicionar apalavra qu direciona para esse link) de Bolonha, associação na qual Magó fez parte quando viveu na Itália, ficou muito tocada com tudo o que aconteceu.

Em 2020, organizou a primeira manifestação em sua homenagem na praça Netuno, a praça central de Bolonha, contando com mais de 2 mil pessoas em um ato artístico em sua homenagem. Essa mesma associação, mantém ativo o festival EQUILIBRI, um festival de circo contemporâneo que acontece há mais de 10 anos. Há três anos, eles dedicam um dia inteiro para a Magó, a “Giornata Magó Presente” ( https://www.arterego.org/mago-presente-2/) onde acontecem rodas de conversa em volta do tema violência de gênero, laboratório para crianças, performances de dança, teatro e circo, ativismo, e no fim do dia, uma performance coletiva que arrecada fundos para entidades de apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade.

Em 2024, a família de Magó, foi conhecer o festival e apresentar o espetáculo AMANA, o solo de Ana Clara Poltronieri, sua irmã de sangue, que conta a história dessas irmãs unidas, e separadas por uma tragédia. Durante essa apresentação épica que aconteceu na Itália, mais de 350 pessoas foram prestigiar o espetáculo, e muitas estiveram presentes durante o dia homenageando Magó e as vítimas de feminicídio em todo o mundo. Esse domingo dedicado a ela se chamou dançando contra o feminicídio!

Noruega

NORUEGA

A jornalista Ativista Norueguesa Ingrid Fadness faz a cobertura do ato 3 anos sem Magó e a direção do curta documental “Ingen a miste” em homenagem a Magó, participando de festivais europeus de cinema, contando a nossa história!

Também fez uma publicação na revista #2 LATIN AMERIKA – Argang 28 – september 2023 – da Noruega falando sobre o filme, e contando a história de Magó e todas as manifestações feitas ao longo do ano depois de sua partida. Link da revista: https://latin-amerikagruppene.no/publikasjoner/tidsskrift

Ingrid ainda publicou um livro coletivo “ET LAPPETEPPE AV SOLIDARITETS – HISTORIER” – https://www.solidaritetsteppet.no/ , nesse livro mulheres da américa latina fazem através do bordado e da tapeçaria, peças em homenagem a mulheres vítimas de violência e feminicídio. Ela bordou o nome de Magó, e a peça no livro.

Capoeira Angola Paraguassú

Magó tinha uma paixão de anos. Uma companheira que caminhava com ela dentro do coração. A capoeira! Foi na Capoeira que aprendeu a tocar pandeiro, que batucava com presença e alegria.

Encontrou a capoeira de Mestre Jaime em São Paulo, no grupo de capoeira Angola Paraguassú. A Associação Cultural de Capuêra Angola Paraguassu (ACCAAP) Fundada por Mestre Jaime de Mar Grande, é uma associação sem fins lucrativos que atua há 30 anos, 13 deles com esse nome, ministrando aulas de Capuêra gratuitamente além de promover rodas de Capuêra e Samba de Roda que, ancoradas pelos mestres locais, é o único espaço cultural do bairro da Gamboa, município de Vera Cruz, Ilha de Itaparica situada no Recôncavo Baiano e cercado pela da Baía de Todos os Santos – Bahia.

Depois da passagem de Magó, as mulheres do grupo e outras capoeiristas se reuniram para fazer a I roda contra o feminicídio. A primeira Roda contra o Feminicídio e Pela Vida das Mulheres aconteceu em fevereiro de 2020 em Belo Horizonte-MG, em paralelo com outros atos e outras rodas espalhadas pelos cantos do Brasil e do Mundo. Esses movimentos tinham em comum a memória da nossa amada Magó e o fortalecimento da luta pela vida.

Palavras das mulheres capoeiristas ‘não pudemos nos reunir pra vadiar e pra dançar essa dor que ainda pulsa o peito, mas nos juntamos virtualmente e, com muito amor, com muita honra, nasceu essa homenagem pra nossa menina-mulher-anciã Maria Glória. É pra ela, mas é também pra Ana, pra Daisa, pro Maurício e pra todas aquelas e todos aqueles que a guardam ali no dentro, que a sente nos poros, que ouve seu sopro doce lembrando das belezas, das sutilezas do existir.

Agradecemos muito cada uma e cada um que somou, estando perto, estando junto, enviando cantos, compartilhando a arte. Enquanto caminharmos por essa Terra lembraremos suas mensagens, ampliaremos e semearemos por toda parte onde o vento alcança. Magó flor rara, venta de lá, venta de cá! Magó vive!’

O grupo se reúne frequentemente para as rodas de capoeira e o tradicional samba de roda. Mestre Jaime, compôs uma ladainha em homenagem a brilhante capoeirista Magó, com sua capoeira brincante e estratégica, e de pernas pro ar:


‘Moça bonita porque você foi embora

Deixou muita saudade,assim pelo mundo afora

A sua memóri abalou a terra, abalou o ar,

Abalou o fogo, abalou o mar

 Na terra ela nasceu, no mar ela se banhou, no

Fogo se purificou, no ar ela respirou.

Que saudade da Menina

Que saudade de Magó

Com seu coração gigante a mãe terra encantou

Na leveza da sua alm

Na alegria do seu amor

Foi embora pra bem longe

Pertinho de nosso senhor

Hê hê Magó, hê hê Magó

Saudade da tua alma

Saudade do teu amor’

Letra e música: Mestre Jaime de Mar Grande.

Componentes: Djeane, Luandhi, Helo, Sofia, Renato, Guto, Roberta.

 

Espetáculo AMANA Cia Duo Due

AMANA – do tupi: Água que vem do céu

A água, este elemento feminino, conduz o caminho deste rito para evocar a história de duas irmãs separadas por uma tragédia.

Uma cena onde momento presente e memória se misturam pra contar as lembranças amorosas, a luta e o luto. Relembra a história de Magó, a bailarina vítima de feminicídio, que tocou o coração do mundo com sua história.

 Em AMANA a narrativa é construída com movimento, palavra e depoimento, e é corpo pulsante e memorioso.

De forma poética e sensível, as criadoras Ana Clara Poltronieri e Tânia Farias fazem do espetáculo um gesto de basta ao feminicídio e a violência que todas as mulheres vivem cotidianamente.

Direção: Tânia Farias – Coreografia e interpretação: Ana Clara Poltronieri

 AMANA traz de forma poética e sensível, a urgente tomada de consciência para o fim da violência contra as mulheres. É um manifesto contra a barbárie do machismo e a misoginia. Evidenciando poeticamente a preciosidade da vida. Em AMANA usamos o elemento água para conduzir a história. As águas são corpos de mulheres, são o sangue vivo e pulsante da artista, o fluxo aquoso da memória em vigília e denúncia, potente e delicada. É através das águas que um caleidoscópio se apresenta aos olhos do público, testemunha, para fazer ver que há mais que números frios por trás das estatísticas: há histórias, tramas de afetos, subjetividades, e tantos outros aspectos que toda a vida contém. O que queremos é a certeza de que, assim como jamais entramos duas vezes no mesmo rio, uma vez que suas águas, em constante movimento, nunca as mesmas, deixemos para as que virão depois de nós, um mundo onde nenhuma mulher vai ser obrigada a acostumar-se com o medo e a violência.

Do ponto de vista formal AMANA, se constitui assim como a água, um espetáculo de cruzamentos fluidos entre linguagens, performance, dança, teatro, audiovisual e artes visuais. AMANA, que em Tupí significa “água que cai do céu”, conduz o público por um rito evocativo da história das irmãs Magó e Ana Clara, transcende fronteiras e deseja levar AMANA para muitos lugares para conscientizar um número gigante de espectadores e manter viva a memoria de Magó.

O objetivo é conscientizar e resistir, transformando o luto em luta por meio da arte viva e pulsante. O projeto, além de enfrentar o luto, propõe uma reflexão sobre a imortalidade da memória, a resistência feminina e a conscientização social. Por Magó e por todas as mulheres vítimas de violência!

Direção: Tânia Farias – Coreografia e interpretação: Ana Clara Poltronieri

AMANA traz de forma poética e sensível, a urgente tomada de consciência para o fim da violência contra as mulheres. É um manifesto contra a barbárie do machismo e a misoginia. Evidenciando poeticamente a preciosidade da vida. Em AMANA usamos o elemento água para conduzir a história. As águas são corpos de mulheres, são o sangue vivo e pulsante da artista, o fluxo aquoso da memória em vigília e denúncia, potente e delicada. É através das águas que um caleidoscópio se apresenta aos olhos do público, testemunha, para fazer ver que há mais que números frios por trás das estatísticas: há histórias, tramas de afetos, subjetividades, e tantos outros aspectos que toda a vida contém. O que queremos é a certeza de que, assim como jamais entramos duas vezes no mesmo rio, uma vez que suas águas, em constante movimento, nunca as mesmas, deixemos para as que virão depois de nós, um mundo onde nenhuma mulher vai ser obrigada a acostumar-se com o medo e a violência.

Do ponto de vista formal AMANA, se constitui assim como a água, um espetáculo de cruzamentos fluidos entre linguagens, performance, dança, teatro, audiovisual e artes visuais. AMANA, que em Tupí significa “água que cai do céu”, conduz o público por um rito evocativo da história das irmãs Magó e Ana Clara, transcende fronteiras e deseja levar AMANA para muitos lugares para conscientizar um número gigante de espectadores e manter viva a memoria de Magó.

O objetivo é conscientizar e resistir, transformando o luto em luta por meio da arte viva e pulsante. O projeto, além de enfrentar o luto, propõe uma reflexão sobre a imortalidade da memória, a resistência feminina e a conscientização social. Por Magó e por todas as mulheres vítimas de violência!

A LUTA CONTINUA!

Nesses quase 5 anos sem a nossa musa inspiradora, muita coisa aconteceu! Tivemos mudança nas leis, e visibilidade para a nossa história. Ainda estamos aguardando por justiça, a espera do julgamento do culpado pelo crime. Portanto, pedimos a todas, todos e todes, que divulguem a história de Magó, que continuem dançando a sua memória, que continuem jogando uma capoeira brincante como ela fazia, que continuem pedalando em sua memória e militando por uma sociedade igualitária, uma sociedade pautada na equidade! Por Magó, pelas nossas meninas e crianças, pelas nossas mulheres e pelas que estão por vir!

‘Tentaram nos enterrar mas não sabiam que erámos sementes’

Por todas as Marias