Nos anos seguintes integrou a CIA Carne Agonizante dirigida por Sandro Borelli e também o NIC – Núcleo Improvisação em Contato com direção de Ricardo Neves. Em ambas as companhias Magó pôde trabalhar com figuras renomadas da dança como Nita Little, Bruno Caverna, Vanessa Macedo, Mark Taylor, Victor Abreu, dentre outros nas áreas de Dança Contemporânea, Educação Somática e Contato Improvisação. Em 2017 criou a CIA DUO DUE de dança contemporânea junto a sua parceira e irmã Ana Clara Poltronieri Borges, iniciando o estudo e a circulação do espetáculo “Onomatopéias Silenciosas”, “Fragile” e o “Noite Oceânica, Geral Sentiu”.
Magó idealizou e concretizou o PROJECT.ATO a DANÇA COMO ATO em Maringá, trazendo profissionais de todo o Brasil para ministrar oficinas de diversos tipos de dança e apresentando espetáculos nos teatros da cidade de forma gratuita, atraindo um grande público e proporcionando alegria e informação de qualidade. Esse projeto foi possível graças ao Prêmio Aniceto Matti da Secretaria de Cultura de Maringá em 2019.
Além da sua paixão pela dança, Magó era integrante da Associação Cultural Capoeira Angola Paraguassú (São Paulo e Bahia) do Mestre Jaime de Mar Grande. Também integrante do Grupo Sambaiá de samba (Maringá), exercendo e estudando a música, a percussão, a dança e as culturas populares brasileiras.
Magó sempre foi uma menina e mulher muito corajosa e de muita força. Uma força física e de alma. Praticante de Aikido – arte marcial japonesa e também de capoeira. Amante da natureza, frequentava círculos do sagrado feminino e se conectava com os saberes ancestrais das curandeiras e raizeiras do nosso Brasil, que encontram na terra e na natureza a cura para toda e qualquer doença. Honrava muito a vida dessas mulheres e levava isso como filosofia de vida.
Magó se sentia em casa quando estava na natureza. Seja numa cachoeira, sob a luz da lua, num mergulho no mar ou até andando de bicicleta, seu único e principal veículo a vida toda.
Era feminista, lutava pelos direitos da mulher, pela igualdade de gênero. Defendia os povos originários e se emocionava com essa luta, levando essa bandeira com ela no peito.
Tinha uma preocupação grande com o meio ambiente, com a preservação da água, separação do lixo, com a preservação das nossas florestas e dos animais. Era vegana e amava todos os bichos e vidas do planeta, igualitariamente.